A época festiva por excelência acabou de chegar.
Recepções, almoços, jantares e ceias de Natal e ano novo integram a nossa agenda nas próximas semanas. Como tal, é fundamental recordar as 5 regras de ouro para que, entre comer, beber e dançar, a sua imagem de excelência profissional permaneça intacta!
- Comer e falar? Jamais!
Tal como a ausência de compatibilidade entre a água e o azeite, comer e falar, em simultâneo, são dois comportamentos que não podem ter lugar.
Tal como lhe foi transmitido desde o berço — além de mastigar sempre com a boca fechada — antes de falar, deverá certificar-se de que já não tem alimentos para mastigar nem engolir. Por mais interessante ou importante que o tema a explorar possa ser ou parecer, conversar enquanto mastiga é um comportamento que, na nossa cultura, demonstra falta de respeito e consideração para com o outro.
- Guardanapo!? Para quê?
Hors d’oeuvre, appetizer, starter ou, simplesmente, aperitivos ou entradas, são uma constante nos eventos desta época.
Sempre que não forem disponibilizados pratos para degustação, deverá considerar que o guardanapo é o seu melhor amigo! Resista à terrível tentação de retirar cada aperitivo com as suas mãos e de se deliciar com o mesmo sem a companhia de um guardanapo.
(Aqui para nós: resista, também, à tentação de imitar o comportamento da Emily “In Paris”, no famoso evento de lançamento de um perfume de luxo em Paris, no qual decide correr para “atacar” a bandeja com os canapés e de não utilizar um guardanapo… considerou “apropriado” socorrer-se dos seu lábios para retirar o excesso de gordura em cada dedo fruto dos canapés consumidos…
- “Estou esfomeada” — a frase “que não deve ser pronunciada”
Sendo as últimas semanas do ano particularmente exigentes, acredito que alimentar-se, de forma equilibrada, possa não ser uma prioridade diária.
Contudo, ainda que, internamente, esteja a efetuar o “mea culpa” de não ter tido tempo para se alimentar nas últimas horas, reserve, para si, as palavras inerentes ao mesmo. Partilhar considerações sobre o seu estado de “alma”, não são adequadas num contexto profissional.
“Estou esfomeada”;
“Meu Deus; nunca mais servem o prato principal! Estou faminta”;
“Já não aguento; vou atacar aqueles canapés.”
são considerações que podem contribuir para aniquilar a sua imagem de excelência profissional.
- Beba com conta, peso e medida…
Para ilustrar este tema, recordo, com humor, uma publicação que tem circulado nas redes sociais:
“Se tem medo de engordar no Natal, 2 horas antes do jantar beba vinho tinto! O Vinho tinto tira o medo.”
Peço-lhe, contudo, que não pratique, literal nem religiosamente, esta sugestão, sob pena lhe ser retirado, além do “medo”, a consciência e a presença que deve ter e manter.
Ainda que de teor lúcido, não deixa de estar num evento profissional devendo, como sempre, garantir que a sua imagem de excelência permanece imaculada.
- Dance! Divirta-se! Mas não se esqueça que há registos que podem ser “virais”
Festa sem dança e alegria não é festa!
Diversão e boa disposição são, claramente, palavras de ordem. Tenha presente, além dos passos de dança, a linha vermelha que separa a diversão e alegria da “excentricidade” que poderá, em determinados momentos, ser apetecível colocar em prática.
Antes de saltar, literalmente, para o palco, transformar o seu blazer num objeto voador para a plateia e de se transformar na Beyoncé da noite, tenha ciente de que tal será um momento que ficará registado — ainda que sem o seu conhecimento e/ou consentimento — e que poderá tornar-se viral. À distância de um “click”, qualquer smartphone partilhará, em direto para o mundo, as suas habilidades.
Implicações jurídicas para outras núpcias, tenha consciência de que todo e qualquer comportamento, em particular quando não estiver alinhado com a imagem de excelência que sempre tem espelhado, rapidamente será partilhado com o mundo podendo comprometer o caminho que tão arduamente tem palmilhado e construído.
Desejando-lhe um Santo Natal, faço votos de que p ano 2026 seja repleto de inúmeros sucessos; que alegria, respeito e gratidão continuem a ser palavras de ordem na nossa vida!
Artigo publicado, originariamente, na Executiva, aqui.


